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Bebeto

Bebeto

José Roberto Gama de Oliveira, mais conhecido como Bebeto (Salvador, 16 de Fevereiro de 1964), é um treinador e ex-futebolista brasileiro que atuava como atacante.

Como jogador, foi campeão mundial pelo Brasil na Copa do Mundo de 1994 e vicecampeão na de 1998. Uma de suas marcas registradas era o gol de voleio, onde rebatia a bola num salto de lado, geralmente caindo no chão, e mandando direto pro gol. Quando defendia o Flamengo, também tinha o costume de marcar vários gols de cabeça.

Conseguiu ser ídolos nos rivais Flamengo e Vasco da Gama, sendo campeão brasileiro por ambos. Passou brevemente também por outro rival, o Botafogo, conseguindo também deixar sua marca. Mas foi no Deportivo La Coruña em que ele foi um ídolo máximo de uma torcida, integrando o SúperDepor da década de 1990.[1]

Mundialmente, Bebeto notabilizou-se pela comemoração onde simulava embalar o recém-nascido filho Matheus, realizada após ele marcar o segundo gol do Brasil contra os Países Baixos na Copa de 1994.[1]

Cquote1.svg Ficou marcado porque fiz aquilo com muito amor, de coração. Acho que é por isso que ficou marcado. Hoje, no mundo inteiro, o cara faz o gol e comemora do mesmo jeito. Acho bonito pra caramba. O Matheus, todo mundo sabe, foi o único filho que eu não vi nascer. Os outros dois eu coloquei no colo...[1] Cquote2.svg
Sobre seu gol mais famoso

Fundou, juntamente com Jorginho,o Instituto Bola Para Frente, inaugurado em 29 de junho de 2000 com o intuito de promover o resgate de meninos e meninas de 6 a 16 anos, em situação de risco social. O instituto está localizado em Guadalupe, comunidade de baixa renda da zona norte do Rio de Janeiro.[2]

Durante a Copa do Mundo de 2010, foi comentarista esportivo para a Al Jazira, maior rede de televisão do Qatar.[3]

Foi eleito para o cargo de deputado estadual pelo estado do Rio de Janeiro para a vigência de 2011-2014.[4

Começo no Vitória e ida ao Flamengo

Bebeto começou sua carreira em 1982, no Vitória, destacando-se e de lá transferiu-se para o Flamengo no ano seguinte. Zico havia acabado de ir embora para a Itália, logo seguido por Júnior, e o jovem e franzino baiano chegou como candidato a príncipe para a órfã massa rubro-negra.[5]

O início não foi fácil: tricampeão brasileiro em 1983, o Flamengo passou o ano de 1984, em que Bebeto foi lançado, sem títulos: perdeu a final do Carioca para o Fluminense e, no Brasileirão, a equipe foi eliminada nas quartas-de-final para o Corinthians por 1 x 4, após ter vencido por 2 x 0 no Maracanã. Para piorar, o título foi decidido entre os rivais Fluminense (eventual campeão) e Vasco. A maior tristeza, porém, esteve longe dos gramados: Bebeto perdeu o irmão em um acidente de avião que matou também um colega de Flamengo, o zagueiro Figueiredo.

O ano de 1985 também foi escasso em títulos. O Carioca ficou outra vez com o Fluminense e, no Brasileiro, o Flamengo caiu na segunda fase de um grupo cuja única vaga ficou surpreendentemente com o Brasil de Pelotas. A maior alegria rubro-negra naquele ano foi a volta de Zico, que, todavia, logo sofreria violenta contusão em jogo contra o Bangu. Bebeto só foi conquistar seu primeiro título em 1986, um Carioca sobre o Vasco. No Brasileirão, o time acabou eliminado nas oitavas-de-final pelo Atlético Mineiro.

Em 1987, finalmente ganharia de vez o coração da torcida. O Flamengo perdeu o Carioca para o Vasco, mas no torneio Copa União (um dos módulos do Campeonato Brasileiro daquele ano, mas considerado pelos participantes como o próprio campeonato), o jovem marcou um gol por jogo,[5] inclusive o solitário tento do título na final, contra o Internacional. O título do torneio, todavia, não seria considerado oficial pela CBF. Ainda assim, Bebeto integrou uma das últimas grandes equipes do Flamengo,[5] que reunia os veteranos Zico, Andrade, Leandro e Edinho e os jovens Leonardo, Jorginho, Zinho, Renato Gaúcho, Aílton e Zé Carlos.

Após a polêmica, o Flamengo enfrentou certa escassez de troféus. Com Bebeto e o clube foram trivices estaduais, perdendo os Cariocas de 1988 para o Vasco e de 1989 para o Botafogo (já haviam perdido o Carioca de 1987 para o Vasco), e, no Brasileirão de 1988, foram eliminados nas quartas-de-final pelo Grêmio. Ainda assim, foi geral a surpresa em 1989, quando divulgou-se que ele estava trocando o clube pelo arquirrival Vasco da Gama para as disputas do Brasileirão de 1989.

[editar] Vasco da Gama

Apesar da controversa transferência, deu-se bem: mesmo criticado, o elenco conseguiu quebrar quinze anos de jejum e faturar o segundo título brasileiro do clube. Bebeto participou ativamente da conquista daquela SeleVasco, repleta de garotos: Luís Carlos Winck, Marco Antônio Boiadeiro, William, Sorato e Mazinho, além de Acácio e Quiñónez.[6]

No ano de 1990, o clube voltou a contar com o ídolo Roberto Dinamite, que naquele Brasileirão estivera emprestado à Portuguesa. Porém, o ano foi sem títulos: detentor do título, o Vasco não conseguiu se classificar às fases finais do Campeonato Brasileiro de 1990, e perdeu o Estadual daquele ano para o Botafogo. Na Taça Libertadores da América de 1990, a única disputada por Bebeto (Flamengo e Internacional ficaram de fora da de 1988 em razão do não-reconhecimento oficial do título da Copa União), os cruzmaltinos caíram nas quartas-de-final. A seca continuou no ano seguinte: o clube não faturou nenhum turno do Carioca e também não alcançou as fases finais do Brasileirão.

Em 1992, a situação voltou a melhorar: o Vasco faturou o Carioca e vinha bem no Brasileiro, liderando a fase inicial, com Bebeto, em grande fase, fazendo dupla com o jovem Edmundo. Porém, na segunda fase de grupos, o clube perdeu a vaga na final para o arquirrival Flamengo, que se sagraria campeão. Restou a Bebeto a artilharia do campeonato e as primeiras e únicas Bolas de Prata da Placar, como um dos melhores atacantes e também como o artilheiro daquela edição do Brasileirão. Seu desempenho chamou a atenção de uma pequena equipe espanhola, o Deportivo La Coruña.

Bebeto deixou o Vasco como ídolo, despertando suposições contraditórias sobre qual dos dois rivais do Rio de Janeiro onde mais se destacou seria seu clube de coração. Bebeto. Em entrevista concedida a Léo Batista, no programa Esporte Espetacular, da Rede Globo (dia 28/10/2007), confirmou ser torcedor do Flamengo.

Porém, em outras ocasiões, também já disse ser vascaíno na sua infância e ainda jogando pelo Vasco, em homenagem ao avô chamado Vasco da Gama, mas dizendo que seu amor pelo Flamengo ninguém tiraria.[7] Em entrevista feita pelo programa Tá na área, de 22 de março de 2009, realizado pelo canal Sportv, Bebeto novamente se declarou flamenguista e disse que em sua casa apenas o filho primogênito Roberto Newton é vascaíno. Em 2009, reafirmou-se como flamenguista também à FourFourTwo, onde explicou também as razões da polêmcia transferência de 1989:

Cquote1.png Eu nunca quis sair do Flamengo. O Flamengo faz parte da minha vida, da minha história. Sou flamenguista. Na verdade, sou Vitória e Flamengo (...). Na Gávea eu joguei oito anos, foi lá que conheci a Denise, minha mulher. Quando saí do Flamengo, foi uma tristeza muito grande no meu coração. O passe foi para a federação, o Vasco comprou... (Gilberto Cardoso Filho, presidente do Flamengo na época) não deu valor pra mim, a verdade foi essa. O Flamengo é uma instituição muito forte. As pessoas passam, mas o clube ficará sempre ali. O presidente da época não levou em consideração isso. Eu falei que tinha uma proposta, mas que queria ficar no Flamengo, mesmo ganhando muito menos do que eu ia ganhar no Vasco, e ele não acreditou. Ele pagou para ver. Aí o passe foi para a federação e o presidente do Vasco o enganou, estava em Portugal com ele, e disse que não estava nada certo, mas já tinha tudo acertado comigo. Eu ainda tentei desistir, mas entrou meu procurador no meio, que estava ganhando uma porcentagem com o meu passe e por isso não queria que eu desistisse. Terminei indo para o Vasco. Mas aí eu agradeço muito a Deus, porque lá fui tratado com muito carinho, especialmente pela torcida. Fui campeão brasileiro, então não posso esquecer também.[1] Cquote2.png

[editar] Deportivo La Coruña

Chegou com outro brasileiro ao clube galego, Mauro Silva. Bebeto logo demonstra seu faro de gol: termina a sua primeira temporada em La Liga, a de 1992/93, artilheiro com 29 gols. O Depor termina em terceiro, atrás apenas da dupla Barcelona (campeão) e Real Madrid, e quatro pontos atrás do vencedor. Os prognósticos para a temporada seguinte foram mais promissores, com o clube disputando a Copa da UEFA pela primeira vez.

No torneio europeu, o Deportivo caiu nas oitavas-de-final, contra o Eintracht Frankfurt, e concentrou as forças na Liga Espanhola, onde vinha liderando com folga e rumando para um inédito título. A conquista seria perdida de forma dramática: o clube começou a perder pontos, enquanto o Barcelona reagia, somando 28 pontos nos últimos 30 que estiveram em disputa.[8] Os clubes terminariam a última rodada empatados em pontos, mas o título foi para a Catalunha pelo melhor saldo de gols.

O La Coruña teve uma grande chance no minuto final de sua partida, disputada em casa contra o Valencia, ao ter um pênalti a favor no último minuto. Apesar de Bebeto ser o cobrador oficial, a penalidade foi chutada pelo colega iugoslavo Miroslav Đukić, que perdeu. O brasileiro detalharia a pesarosa situação à FourFourTwo, em 2009:

Cquote1.png Pintou a oportunidade no final do jogo. Eu tinha deixado de bater porque estava com 4 cm de ruptura no adutor, não vinha treinando mais as cobranças nas semanas anteriores. E o Đukić vinha batendo os pênaltis, fazendo gol toda hora, ele não perdia um, mesmo em treinamento. Aí eu deixei que ele cobrasse, apesar de eu ter pedido para bater. Depois ele veio me pedir desculpas. (...) Mas eu poderia ter falhado também. Na hora ele disse: 'Não, Bebeto, eu estou bem, pode deixar que eu vou fazer'. Aí ele perdeu o pênalti, né? Mas também, se eu tivesse batido... Em A Coruña chove demais, o campo está sempre com muita lama, e nesse dia havia muita lama mesmo. Eu ia dar uma pancada forte, ia sair fatalmente da minha característica. A bola tanto poderia ir lá em cima, como eu poderia botar o goleiro com bola e tudo para dentro. Infelizmente o Đukić perdeu, coitado, pediu desculpas demais. Mas depois até a torcida reconheceu, porque terminamos empatados com o Barcelona, com o mesmo número de pontos, só perdemos no saldo.[1] Cquote2.png

Na temporada 1994/95, o Deportivo continuou disputando o título, voltando a um vice-campeonato, desta vez menos dramático e para o Real Madrid. Na Copa da UEFA, a equipe voltou a cair nas oitavas para um clube alemão, agora o Borussia Dortmund. A recompensa veio na Copa do Rei, em final contra o mesmo Valencia que treze meses antes representara amargura aos corunhenses, que venceram por 2 x 1. Foi o primeiro grande título do clube.[9]

Após três anos disputando o título espanhol, na temporada 1995/96 o La Coruña terminou apenas em nono. Na Recopa Europeia, o clube chegou às semifinais, onde caiu para o Paris Saint-Germain. Aos 32 anos, Bebeto deixou o Deportivo, voltando ao Flamengo, em uma transação que envolveu a ida de Romário, então o grande ídolo rubro-negro, para o Valencia. Deixou a Galiza como o maior artilheiro da história do clube,[1] que por um tempo continuaria a disputar assiduamente os títulos nacionais.

Cquote1.svg O Deportivo é uma coisa à parte. Ali, graças a Deus, eu fiz história, marquei época no clube. (...) O povo tinha um reconhecimento muito grande por mim. (...) Fui para passar três anos, mas por tudo isso passei cinco. (...) Retornei recentemente lá, depois de dez anos, pela comemoração do centenário do Deportivo. Fui recebido com muita festa, tive que desfilar pelas ruas, dei a volta olímpica no estádio, me carregaram pelos ombros. (...) Foi tudo maravilhoso. Aquele time era muito forte. Fizemos a alegria de muita gente, acho que foi ali que começou o SúperDepor. O pessoal até hoje tem reconhecimento pela gente, por todo o trabalho que fizemos[1] Cquote2.svg
Sobre sua passagem pelo Deportivo La Coruña

[editar] Últimos anos

Após sete anos, voltou ao Flamengo para as disputas do Campeonato Brasileiro de 1996. Porém, a relação com a torcida rubro-negra não era a mesma; poucos haviam se esquecido que, em 1989, o atacante declarou-se vascaíno na infância, ao chegar a São Januário.[10] O Flamengo fez péssima campanha no Brasileirão e Bebeto acabou sendo responsabilizado.

Ainda em 1996, desligou-se novamente do Flamengo e voltou à Espanha, agora para jogar no Sevilla, mas não se saiu bem. Em 1997, transferiu-se para o Vitória, graças ao patrocínio do Banco Excel-Econômico, que trouxe ainda Túlio e Dejan Petković.[11] Saiu-se bem no retorno ao clube onde iniciara a carreira: ganhou o Campeonato Baiano e a Copa do Nordeste de 1997, marcando ainda oito gols em oito partidas do Campeonato Brasileiro de 1997, mas o rubro-negro baiano não conseguiu chegar às fases finais.

Bebeto saiu do Vitória para o Cruzeiro ainda naquele ano, contratado especialmente para disputar o Mundial Interclubes. Pesou na sua decisão a oportunidade de demonstrar serviço, mesmo veterano, à Seleção Brasileira.[12] Ao lado de Donizete e Gonçalves, Bebeto foi um dos selecionáveis reforços para tentar o inédito título dos mineiros,[12][13] que, vinte anos após terem perdido para o Bayern Munique, voltariam a enfrentar alemães, desta vez os do Borussia Dortmund. Porém, a aposta não deu certo, com o Borussia vencendo por 2 x 0 em Tóquio.

Disposto a manter visibilidade com a Seleção, Bebeto voltou ao Rio de Janeiro, agora como jogador do Botafogo. No primeiro semestre de 1998, faturou o Torneio Rio-São Paulo e, a despeito de não ter conseguido grandes conquistas, deixou o alvinegro logo após a perda da Copa do Brasil de 1999 diante do Juventude. Logo depois, acertou transferência para a equipe mexicana do Toros Neza.

Não se deu bem no México - o Toros fez má campanha que provocaria o rebaixamento. Foi para o Kashima Antlers, time dirigido pelo ex-colega Zico. Embora não tenha feito muito no Kashima, conseguiu um Campeonato Japonês. No ocaso de sua carreira, Bebeto chegou ainda a retornar brevemente ao Vitória e ao Vasco, onde reeditou sua dupla célebre com Romário. Seu último clube profissional foi o Al-Ittihad, em 2002: no início do ano, aposentado, o atacante de 38 anos chegara a acertar novamente com o Vasco, mas desfez o contrato para ganhar US$ 1,1 milhão por uma temporada no clube da Arábia Saudita.[14] Todavia, após apenas um gol em cinco jogos, foi dispensado por "deficiência técnica" e más condições físicas.[14]

Em 2003, retornou ao Oriente Médio, disputando um amistoso entre o Flamengo de Guarulhos e Nejmeh, do Líbano, atuando um tempo por cada equipe.[15]

[editar] Seleção Brasileira

Com a camisa azul do Brasil, Bebeto fez seu gol mais famoso

Pela Seleção Brasileira sub-20, ganhou o Campeonato Mundial de Futebol Sub-20 de 1983. Dois anos depois, estreou pela Seleção principal, mas, muito jovem e com bastante concorrência no ataque, acabou deixado de fora da Copa do Mundo de 1986. Dois anos depois da Copa do México, foi para as Olimpíadas de 1988, iniciando sua dupla de sucesso com Romário. O Brasil chegou à final, mas perdeu para a União Soviética e ficou com a prata.

Na Copa América de 1989, realizada no Brasil, firmou-se na Seleção, ao ser o artilheiro da competição, que voltou a ser vencida pelos brasileiros após um jejum de mais de cinquenta anos. Naquele mesmo ano, em que seria ainda campeão brasileiro pelo Vasco da Gama, foi eleito o melhor jogador das Américas devido também ao bom desempenho nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1990.[1] Apesar disso, acabou deixado na reserva por Sebastião Lazaroni no mundial. O treinador definia que os atacantes seriam titulares em função de suas respectivas duplas: Careca só jogaria ao lado de Müller, e Bebeto com Romário.[1]

Todavia, Romário chegou machucado à Itália, e o próprio Bebeto lesionou-se antes da partida contra a Costa Rica, onde seria escalado,[1] minando sua participação na decepcionante campanha brasileira, encerrada nas oitavas-de-final em um clássico contra a Argentina.

Após quatro anos afastado de torneios pela Seleção, foi chamado para a Copa do Mundo de 1994 pelo seu grande desempenho no Deportivo La Coruña, realizando grande dupla com Romário. Após passar a primeira fase em branco, Bebeto, contra os anfitriões dos Estados Unidos, seu primeiro gol em Copas. Foi o único da partida, realizada no dia da independência estadunidense. Na comemoração, disse um famoso "Eu te amo!" para Romário, que lhe dera o passe.[16]

A dupla marcou junta na partida seguinte, uma dura quartas-de-final contra os Países Baixos: após dar a assistência para Romário inaugurar o placar, o próprio Bebeto aproveitou lançamento de Aldair, driblou Ed de Goeij e marcou o segundo, realizando sua famosa comemoração-homenagem ao filho Matheus. Bebeto seria um dos cobradores de pênalti contra a Itália, na final; ficou como último a chutar na série inicial pelo Brasil, mas não precisou ir cobrar em razão do erro de Roberto Baggio, que encerrou as chances italianas.

Dois anos depois, Bebeto voltou aos Estados Unidos, como um dos três jogadores brasileiros acima de 23 anos que jogariam as Olimpíadas de 1996. Aos 32 anos, ele encerrou os Jogos de Atlanta como artilheiro, mas com três de seus seis gols marcados na desinteressada disputa pelo bronze contra Portugal - nas semifinais, o Brasil perdeu por 3 x 4 para a Nigéria no gol de ouro da prorrogação.

Em dezembro de 1997, mesmo após a derrota pelo Cruzeiro no Mundial Interclubes, integrou a Seleção Brasileira que faturou pela primeira vez a Copa das Confederações, embora na reserva: Ronaldo o substituíra na dupla com Romário. O bom desempenho no Botafogo no início de 1998 o garantiu na Copa do Mundo da França, apesar dos 34 anos. Seria novamente reserva de Ronaldo e Romário, mas o Baixinho teve de ser cortado. Com isso, Bebeto acabou requisitado para fazer a dupla com o Fenômeno, a despeito de o outro atacante reserva, sua ex-dupla ofensiva (de 1992) Edmundo, também viver um bom momento, além de mais jovem.

Mesmo contestado,[17] seria na Copa de 1998 que marcaria mais gols: três, sendo o atacante mais eficiente do Brasil na primeira fase, marcando contra Marrocos e Noruega. Marcou seu terceiro gol nas quartas-de-final, empatando parcialmente a partida contra a Dinamarca em 1 x 1.

A final contra a anfitriã França seria sua última partida pelo Brasil.